Correspondências – O dia em que o sol nasceu

um livro de Júlia Ludwig da Fontoura Rodrigues

Pré-venda até 16 de outubro · a partir de R$ 55

O dia em que o sol nasceu

Correspondências é uma fábula poética sobre um futuro belo e possível, concebido de forma artesanal, originalmente escrito à mão e tratado com cuidado, em muitas etapas, para chegar até você como uma carta de amor, lida de uma só vez, ou degustada aos poucos.

Um livro que combina a caligrafia original e analógica ao digital, impresso em diferentes papéis para proporcionar uma experiência sensorial. Ideal para presentear a si mesmo ou alguém que amamos.

Comprando o livro no período de pré-venda (até dia 16 de outubro) você estará participando ativamente da publicação da obra e possibilitando o nascimento do livro, de uma nova autora e de um selo editorial. Adquirir a obra nesse momento é ser um autor dessa história e ter a possibilidade de publicar o seu nome junto com a gente, na página do livro dedicada aos agradecimentos.

Ilustração a traço com os dizeres “mesmo quando eu esqueço, tu nunca esquece”

Leia sobre o livro

Ler a contracapa, por Liz Negrão

Contracapa por Liz Negrão

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Apresentação do livro

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Release editorial

Contracapa, por Liz Negrão

Correspondências é um livro de amor escrito à queima-roupa para um planeta vivo. Entre poemas, cartas e uma narrativa em espiral, acompanhamos uma narradora que chama a Terra pelo nome, por nomes, por muitos nomes: Ana, Madalena, Maria. O mundo que conhecemos rui em ondas de gargalhada, mutirões e cooperativas, enquanto o sol e a lua reorganizam a vida, o tempo, o trabalho, as cidades, o desejo.

Na contramão de futuros distópicos, o livro imagina uma sociedade que se regenera junto com o seu ambiente: arrancam-se asfaltos, redesenham-se rios, reinventam-se economias, nascem associações secretas de consumo consciente e uma revolução artesanal que transforma a forma de produzir, trocar e existir. Ao mesmo tempo, tudo permanece radicalmente íntimo: uma mulher escreve, relembra, sofre, ri, renasce e pede casamento a essa Terra-amante que nunca esquece, mesmo quando ela esquece.

Entre tempestades de “sim”, fêmeas prenhas veneradas, mortos de rir, mutirões de afeto e renascimentos artísticos, Correspondências borda um alfabeto novo para dizer o óbvio que esquecemos: não estamos sós. E talvez o amor mais antigo do mundo seja também a nossa última chance de futuro.

Apresentação do livro

Este livro nasce de uma pergunta tão simples quanto radical: o que acontece quando a humanidade desperta não pelo medo, mas por uma tempestade de amor?

Correspondências acompanha uma narradora que escreve cartas de paixão e devoção para um tu múltiplo, que é amante, deusa, planeta, memória e leitor. A partir desse gesto aparentemente íntimo, o livro desenrola uma utopia telúrica, sensorial, ecoada em verso e prosa poética.

Na primeira parte, o livro se apresenta como um campo de forças essencialmente afetivo. A narradora fala com uma mulher selvagem que há nela, com Anas, Madalenas, Marias, com uma “mulher não domesticada, mata nativa, insubordinada, artista” que habita o corpo e sustenta o viver. O amor aqui não é só romântico: é um campo de percepção ampliada, capaz de “regenerar o planeta antes dentro” e de exigir o “reflorestar primeiro meu coração”. Os poemas e fragmentos operam como invocações, confidências e preces, sempre endereçadas, sempre atravessadas pelo jogo entre esquecimento e lembrança: “Mesmo quando eu esqueço / tu nunca esquece.”

A segunda parte desloca esse amor para a escala do mundo. O que começou como carta íntima torna-se relato de uma grande virada: um amanhecer em que o sol é percebido pela primeira vez, em 37 anos, “na cara, sem disfarce”, e um ataque coletivo de riso transforma mágoas em gargalhadas. Dessa primeira onda nascem muitas outras: os Mortos de Rir, a co-moção generalizada, a reorganização do tempo, a Era das Cooperativas e Mutirões, um modelo de negócio que supera as grandes corporações e cria um “governo paralelo”, baseado em compras coletivas, abastecimento direto, redes de apoio, cozinhas comunitárias, transporte digno, bancos e moedas que respondem à vida, não ao lucro.

É uma ficção especulativa que se constrói pela matéria do cotidiano: boletos vencidos bem antes do prazo, dias úteis reconfigurados, violões que saem das capas, cozinhas coletivas, associações que substituem supermercados, embalagens que vão vazias e voltam cheias, carros compartilhados, asfalto arrancado com as próprias mãos para deixar a chuva cair de novo sobre a terra. Tudo isso narrado por uma voz que não se separa de sua própria vulnerabilidade: que ri, chora, sente medo, se apaixona, perde e reencontra sentido.

Ao mesmo tempo, Correspondências é um livro sobre linguagem. A narradora sabe que é preciso “costurar um novo alfabeto”, “renovar populares ditos”, “sepultar antigas sentenças” para que novas palavras possam brotar. A transformação do mundo passa por ressignificar lucro, tempo, lixo, trabalho, fronteira, banco, poder, até que o fora e o dentro participem “de uma mesma equação”. A utopia proposta não é limpa, nem asséptica: ela passa pela dor de desfazer cidades, encerrar ciclos, lidar com a escassez de gravidezes, rever o lugar das mulheres, das professoras, das cuidadoras, dos animais, da própria ferocidade interior.

A terceira parte, o epílogo, recolhe tudo isso em voz baixa. De volta ao pé da lareira, ou do fogão a lenha, a narradora se dirige diretamente a quem lê, e também à Terra, e também às muitas mulheres invocadas, e também a esse “Amor” que atravessa o livro. Fala da “minha monumental solidão”, promete companhia no escuro, convoca: “Há algo que só você pode fazer / por mim / por nós / por ti / FAÇA.” Recorda a madrugada da grande virada como lembrança amorosa, mistura corpo, cheiro, florestas, insetos, carnavais ancestrais, e termina fazendo um pedido antigo e simples: “Você quer se casar?”

Correspondências é uma declaração de amor que se recusa a ser só íntima. É carta, manifesto, fábula, profecia, crônica de um futuro possível e, ao mesmo tempo, muito reconhecível. Ao invés de projetar um cenário pós-apocalíptico de ruína, o livro imagina uma regeneração paciente, artesanal, cooperativa, em que “tempo é arte” e o planeta deixa uma fase autodestrutiva para reaprender a tecer vidas.

Uma mulher assina uma carta para a Terra e para quem a lê. O livro que você tem em mãos é essa correspondência: uma tentativa de fazer caber, em palavras, o desejo de um mundo em que mutirões de afeto sejam tão concretos quanto o pão, a água, a casa, o transporte. E em que o amor à Terra não seja metáfora, mas prática, compromisso, casamento.

Release editorial

Correspondências é um livro de poesia e prosa poética que imagina, em linguagem apaixonada e concreta, um futuro em que a humanidade se regenera junto com o planeta. Dividido em três partes, o livro começa com poemas e cartas que dialogam com uma mulher selvagem interior, com Anas, Madalenas, Marias, com uma Terra-personagem que é amante, mãe e musa. Em seguida, a narrativa se abre para uma ficção especulativa em que um simples amanhecer desencadeia ondas de riso coletivo, quedas de gigantes econômicos, associações de consumo consciente, mutirões, renascimento artístico e reorganização ecológica.

Em vez de cenários distópicos, Correspondências propõe uma utopia telúrica, atravessada por cooperativas, cozinhas comunitárias, transporte público digno, revolução artesanal e um profundo respeito pelos ciclos da natureza, das águas, dos solos, das fêmeas prenhas, das crianças e dos ofícios. No centro de tudo, uma narradora que escreve cartas para si, para o leitor e para a Terra, intercalando momentos de humor, dor, epifania e dúvida.

O epílogo retoma o tom íntimo da primeira parte: à beira de uma lareira ou fogão a lenha, a narradora fala de solidão, coragem e companhia, convoca quem lê a fazer “aquilo que cabe exatamente a ti” e encerra o percurso com um pedido de casamento dirigido a esse tu multiplicado que é planeta, pessoa, amor e promessa.

Correspondências é um convite a ler o mundo como carta viva, a reimaginar economia, cidade, arte e afeto a partir de uma relação direta com o que é telúrico. Um livro para quem se interessa por ficção especulativa, ecologia, espiritualidade encarnada, poesia contemporânea e narrativas que apostam, sem ingenuidade, na potência transformadora do amor.

A pré-venda

A pré-venda vai até dia 16 de outubro. Garanta seu exemplar a preço promocional e ajude a materializar essa obra-sonho no mundo! Você já faz parte desta história.

R$ 55


Livro com retirada em Porto Alegre

R$ 70


Livro com entrega em qualquer lugar do Brasil

Livro com capa de papel kraft e os dizeres “capa surpresa”

Kits e lotes da pré-venda

R$ 100


Livro + nome publicado na página de agradecimentos + caderneta artesanal + papel de carta com envelope selado

Livro com capa surpresa, caderneta artesanal, papel de carta e envelope rosa

Seu nome publicado no livro na área de agradecimentos, mais caderneta artesanal e papel de carta do projeto (nosso xodó) concebidos pela Anandices. Acompanha um envelope colorido & selado para enviares uma carta para qualquer lugar do Brasil apenas depositando na caixinha de correio mais perto de você.

Frete incluso para qualquer lugar no Brasil.

R$ 300

R$ 30 a unidade


Lote de 10 livros + 2 nomes publicados na página de agradecimentos + caderneta artesanal + papel de carta com envelope selado

Pilha de livros com capa surpresa, caderneta, papel de carta e envelope rosa

Lote de 10 livros com valor especial para revender, distribuir para parceiros comerciais ou presentear pessoas amadas (resolva seu Natal!), além de dois nomes publicados nos agradecimentos do livro, caderneta, papel de carta e envelope selado.

R$ 500

R$ 25 a unidade · Apenas 6 unidades disponíveis


Lote de 20 livros + logotipo da sua marca na página de parceiros do livro + caderneta artesanal + papel de carta com envelope selado

Pilha maior de livros com capa surpresa, caderneta, papel de carta e envelope rosa

Sua marca impressa na página de parceiros do livro, com publicação de 1.000 unidades, mais lote de 20 livros com valor especial para revender, distribuir para parceiros comerciais ou presentear pessoas amadas. Acompanha dois nomes publicados nos agradecimentos do livro, caderneta, papel de carta e envelope selado.

Opção sujeita a análise e aprovação.

Sobre Júlia L. F. Rodrigues

Retrato de Júlia Ludwig

Júlia Ludwig é diretora, dramaturga, atriz e professora de teatro. Diretora da Cia Circular e co-diretora do coletivo cênico musical Bloco da Laje, onde trabalha com públicos de até 30 mil pessoas. O desenvolvimento de dramaturgias autorais, especialmente de mulheres, permeia seu trabalho como encenadora: proponente do projeto Solos Férteis, dirigiu solos de Dedy Ricardo, Maria Falkembach, Renata de Lélis, Deborah Finocchiaro, Annita Brusque e atua em Solo Fértil: Canção para o Povo em Pé. Autora do podcast “Bendita Sois Voz” com Luciane Panisson e professora da A_Barca, Escola Aberta de Teatro. Premiada como Melhor Diretora do Festival da Cidade do Rio de Janeiro em 2011 por “Tempografia”. Destacam-se também a direção dos espetáculos “Descrição de Uma Imagem” (2011) e “Avenida das Maravilhas” (2020 – ambas pelo Goethe Institut e SESC RS), “AYÊ” (2012 – II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras) e “The Jury Experience – Porto Alegre” (2026 – Produtora Fever). Autora dos livros “Baile das Letrinhas – Uma peça de teatro” com Deborah Finocchiaro e “Correspondências – O dia em que o sol nasceu”.