
A autora
Júlia Ludwig da F. Rodrigues
Diretora teatral, dramaturga, atriz e professora · DRT 12197/RS
Júlia Ludwig é diretora, dramaturga, atriz e professora de teatro. Diretora da Cia Circular e co-diretora do coletivo cênico musical Bloco da Laje, onde trabalha com públicos de até 30 mil pessoas. O desenvolvimento de dramaturgias autorais, especialmente de mulheres, permeia seu trabalho como encenadora: proponente do projeto Solos Férteis, dirigiu solos de Dedy Ricardo, Maria Falkembach, Renata de Lélis, Deborah Finocchiaro, Annita Brusque e atua em Solo Fértil: Canção para o Povo em Pé. Autora do podcast “Bendita Sois Voz” com Luciane Panisson e professora da A_Barca, Escola Aberta de Teatro. Autora dos livros “Baile das Letrinhas – Uma peça de teatro” com Deborah Finocchiaro e “Correspondências – O dia em que o sol nasceu”.
Trajetória
Formação
Iniciou seu trabalho em teatro em 1999 no Festival de Teatro de Canela (RS).
Bacharel em direção teatral pela UFRGS (2008).
Na sua formação complementar destacam-se cursos com Thomas Leabhart, Amok Teatro, Aderbal Freire Filho e Laurence Marafante. A participação nas pesquisas “O Sentido do Trágico nas Encenações Contemporâneas”, orientada pela professora doutora Marta Isaacson (2004-2005) e “Em Busca da Presença Cênica” (2006-2007) orientada por Roberto Birindelli, bem como o estágio no Teatro de Arena de Porto Alegre (2007 e 2008).
Direção
Idealizadora da Cia Circular e uma das fundadoras e diretoras do Bloco da Laje cujas performances cênico-musicais já atingiram públicos de até 30 mil pessoas.
Através do Goethe Institut Porto Alegre dirigiu “Avenida das Maravilhas” (Projeto Transit 2020) e “Descrição de Uma Imagem” (Novos Diretores 2011 – Prêmio Açorianos de Melhor Iluminação), este pelo grupo Barraquatro, fundado dentro do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, sob orientação de Irion Nolasco, no qual dirigiu os espetáculos: “Projeto 1: Desejo”, “Projeto Picasso: Um Sonho”, “Blues Beat”, “A Fina Flor” e “Ensaio Sobre a Repetição”, entre 2008 e 2011.
Premiada como Melhor Direção do Festival da Cidade do Rio de Janeiro por “Tempografia” (2011). Destaca-se também o espetáculo “AYÊ” contemplado com o II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras (2012).
Foi colaboradora dos projetos Cabaré do Verbo e Teatro Vestiba no qual adaptou a obra literária e dirigiu “O Cortiço” apresentado no Teatro da AMRIGS (2016).
Proponente do projeto Solos Férteis no qual dirige os solos “Eu Não sou Macaco” e “Histórias Negras para Crianças de Todas as Cores”, de Dedy Ricardo, “Destecendo Penélope Bloom” de Maria Falkembach (ProCultura – Pelotas RS), “Habitantes d´Ela” de Renata de Lélis (Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora) e Baile das Letrinhas de Deborah Finocchiaro.
Assistência de direção e orientação cênica
Como assistente de direção trabalhou nos espetáculos “A Megera Domada” (Patrícia Fagundes, 2008). “Penélope Bloom” (Gerardo Bejarano / Governo Federal da Costa Rica – 2008), “Arca de Noel” (Mário de Balenti, 2009 – Natal Luz de Gramado), “O Linguiceiro da Rua do Arvoredo” (Daniel Colin – 2012) “A Mulher do Padeiro” (Ramiro Silveira – 2013), “Língua Mãe – Mameloschn” (Mirah Laline, 2015).
Realizou orientação cênica para shows da banda “Trabalhos Espaciais Manuais”, o “Especial Billie Holiday” de Camila Toledo e “Linguiceiro – O Show”.
Atuação
Atua em “Solo Fértil Canção para o Povo em Pé”, pelo qual foi indicada a Melhor Atriz ao prêmio Açorianos 2017. Atriz substituta em “A Mulher que Comeu o Mundo” (Usina do Trabalho do Ator – Circuito Sesc de Artes 2011). Como performer em intervenções urbanas atuou com Tânia Alice (RJ), Élcio Rossini em “Figuras e Fantasmas”, Dagmar Dornelles em “Passar em Branco”, Patrícia Fagundes em “Desvios em Trânsito” e Thiago Pirajira em “Recuo” (RS). Integrante do coletivo Das Flor, atuou no documentário ficcional “Sobre Marias e Terezas” e no espetáculo “Lombay – Uma Fábula Urbana”, ambos realizados na Lomba do Pinheiro em POA-RS. Ao lado de Luciane Panisson desenvolve o podcast “Benditas Sois Voz”
Ensino
Ministra oficinas de teatro e expressão corporal desde 2003, ano que dirigiu o Grupo Teatral COOPEC – Cooperativa de Profissionais em Educação de Canela – cujo espetáculo “Brincadeira no Escuro” ganhou os prêmios Melhor Espetáculo, Melhor Coordenação, Melhor Roteiro Inédito e Melhor Sonoplastia no 6° Festival de Teatro Escolar de Canela. Destaca-se também a Escola Opus Lab, da Opus Entretenimento, dentro do Teatro do Bourbon Country, entre 2017 e 2019. Atualmente é professora da A_Barca, Escola Aberta de Teatro, coordenada por Adriano Basegio.
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